Na escola, pequenas histórias podem dar origem a grandes aprendizados. Em uma de minhas práticas pedagógicas com estudantes dos 5ºs e 6ºs anos da Escola Municipal do Bairro Shopping Park, no componente curricular de Ensino Religioso, compartilhei o conto "Uma Lição sobre Empatia", que integra minha obra Casos da Escola – Pequenas Histórias, Grandes Aprendizados. A narrativa apresenta um grupo de meninas que, ao receber uma nova professora, passa a tratá-la com indiferença e implicância. O que elas não imaginavam era que a docente enfrentava um momento delicado em sua vida. Ainda assim, exercia sua profissão com dedicação, carinho e compromisso, demonstrando que a gentileza pode florescer mesmo em meio às dificuldades.
À medida que a narrativa se desenrolava, os estudantes foram convidados a olhar além das aparências e compreender que cada pessoa carrega consigo histórias, sentimentos e desafios que nem sempre são visíveis. A leitura transformou-se em uma oportunidade para refletir sobre a empatia, o respeito e a gentileza como valores essenciais para a convivência.
Após a leitura, houve a seguinte proposta: cada estudante deveria escolher alguém da comunidade escolar que faz diferença em sua trajetória — um professor, um funcionário da cantina, um colaborador da limpeza, da secretaria ou qualquer outro profissional da escola — e criar um acróstico destacando as qualidades dessa pessoa. Mais do que um exercício de escrita, a proposta incentivou o reconhecimento do outro, a valorização daqueles que contribuem para o cotidiano escolar e a expressão da gratidão.
Foi emocionante perceber o envolvimento da turma e a sensibilidade revelada em cada produção. A atividade evidenciou que a literatura ultrapassa as páginas dos livros e se transforma em uma poderosa ferramenta de formação humana, despertando valores indispensáveis para uma convivência mais respeitosa, solidária e acolhedora.
No Literarte, acredito que a arte, a literatura e as diferentes manifestações culturais têm o poder de educar para muito além dos conteúdos escolares. Elas inspiram reflexões, despertam emoções e contribuem para a formação de cidadãos mais sensíveis, críticos e conscientes de seu papel na construção de uma sociedade melhor. Essa experiência reafirma o propósito que orienta meu trabalho: cultivar a empatia, a humanidade e o respeito em cada encontro com os estudantes, acreditando que são esses valores que verdadeiramente transformam a educação e as relações humanas.


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