Há recomeços que não chegam como escolha, mas como travessia. O poema a seguir nasceu de um desses momentos em que a vida nos desmonta para nos ensinar outro jeito de caminhar. Fala de despedidas, de pertencimento, de dor — mas, principalmente, da coragem de seguir levando dentro aquilo que nunca se perde. Porque às vezes recomeçar não é voltar ao início: é descobrir que a casa também pode ser caminho. Para nós, professores e educadores, esses atravessamentos são mais comuns do que gostaríamos. Mudanças inesperadas, despedidas de espaços que aprendemos a amar, vínculos que ficam para trás — tudo isso nos atravessa profundamente. Afinal, não habitamos apenas salas de aula: habitamos histórias, afetos, memórias. Mas há algo em nós que insiste. Que resiste. Que recomeça... Ser educador é, de certa forma, aceitar viver em movimento. É carregar na mochila não apenas planos de aula, mas também sonhos, marcas, aprendizado...