Considerando as experiências pedagógicas desenvolvidas na Escola Municipal José Marra da Fonseca, as ações do projeto ganharam vida por meio de vivências marcadas pela sensibilidade, pela criatividade e pelo envolvimento ativo das crianças. Cada proposta foi cuidadosamente planejada para favorecer o reconhecimento da própria identidade, o respeito às diferenças e a valorização da diversidade étnico-racial, utilizando a arte, o lúdico e a literatura infantil como caminhos potentes de aprendizagem.
🎨 Educação Infantil: Esquema Corporal, Cores e Tons de Pele, Autorretratos e Retratos divertidos
Com as turmas da Educação Infantil, realizamos uma atividade integrada que envolveu autorretrato, esquema corporal e os diferentes tons de pele, permitindo que cada criança se percebesse e se representasse de forma natural e significativa. A proposta convidou os pequenos a desenharem a si mesmos, observando o próprio corpo e conversando sobre suas características — o formato do rosto, a cor da pele, o tipo de cabelo, as expressões e cada detalhe que os torna únicos.
A contação de história foi o ponto de partida desse trabalho. À medida que escutavam e se identificavam (ou não) com a personagem principal, as crianças passaram a reconhecer aspectos da própria identidade e a registrá-los no papel. Com lápis de cor, giz de cera e uma variedade de tons — marrom, bege, rosa, amarelo, dentre outros — elas representaram suas peles com liberdade, entendendo que todos as cores são especiais e contam uma história.
O resultado foi uma coleção de autorretratos delicados, expressivos e muito verdadeiros, mostrando como cada criança se vê, quem é e como reconhece sua própria beleza e singularidade.
(ACERVO DA PROFESSORA)
Na continuidade do trabalho, ampliou-se a proposta inicial dos autorretratos para a criação de retratos imaginários. Aproveitando o interesse das crianças e a riqueza das conversas sobre diversidade, exploramos ainda mais as diferenças culturais e étnicas por meio da arte. Utilizando a técnica de pintura com os dedos e uma paleta de cores composta por marrom, preto e salmão, as crianças criaram rostos que representavam, de forma simbólica, diferentes etnias — negras, brancas e pardas.
Depois da pintura seca, elas passaram para a etapa de composição: colaram as roupinhas feitas com recortes de papel, adicionaram detalhes com canetinha, desenharam expressões faciais, cabelos, adereços e outros elementos que deram vida aos personagens. Assim, esse desdobramento do projeto permitiu que os pequenos criassem personagens únicos, ampliando a compreensão sobre diversidade e exercitando a criatividade de maneira lúdica e significativa.
(ACERVO DA PROFESSORA)
🖍️ 1º e 2º Ano: Mandalas do Imaginário Africano
Com as turmas dos 1º e 2º anos, o foco esteve na ampliação do repertório lúdico e imaginário, explorando elementos da cultura africana de forma sensível e acessível. As crianças conheceram símbolos, personagens, animais, padrões e elementos presentes no universo infantil afro-brasileiro e africano.
A partir disso, receberam mandalas temáticas ilustradas com figuras desse imaginário – animais da savana, personagens africanos, padrões geométricos, elementos da natureza e outros símbolos. A proposta era que cada criança colorisse de maneira livre, alegre e criativa, exercitando autonomia, senso estético e o prazer da expressão artística.
As mandalas ganharam vida com cores vibrantes, traços únicos e muito entusiasmo, reforçando a ideia de que a arte é um canal potente de aprendizagem e valorização cultural.
(ACERVO DA PROFESSORA)
📚 3º e 4º Ano: Releitura de “A Grandiosa Princesa Yana”
Já as turmas do 3º e 4º ano mergulharam no universo literário da obra “A Grandiosa Princesa Yana”. Após conhecerem a história, discutimos a importância da representatividade na literatura, a força da personagem e as mensagens de autoestima e reconhecimento presentes no enredo.
Como atividade central, os estudantes realizaram uma releitura da personagem principal, utilizando desenho e diferentes materiais de cor. Eles exploraram características como cabelos, expressões e adereços, criando versões únicas da princesa Yana — algumas delicadas, outras ousadas, todas carregadas de imaginação e identidade.
O exercício possibilitou que cada criança representasse Yana a partir do seu olhar, fortalecendo o vínculo com a história e estimulando a liberdade criativa.
(ACERVO DA PROFESSORA)
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