No Dia Mundial do Meio Ambiente, logo pensamos em reciclar, plantar árvores, economizar água… Tudo isso é importante, sim. Mas já parou para pensar de onde vem o jeito como aprendemos a cuidar do mundo? Ou melhor: será que estamos mesmo aprendendo a cuidar?
É aí que entra um jeito diferente de ver a educação — a educação interdimensional. Pode soar complicado, mas, no fundo, é simples: é uma educação que nos ensina a conectar com a vida em todas as suas formas. Não só com o que dá para ver, tocar ou medir, mas também com o que se sente, sonha e vive de verdade.
Essa visão tem tudo a ver com o modo como os povos indígenas aprendem e ensinam há milhares de anos. Para eles, aprender não acontece só na escola, com lousa e caderno. A escola é o rio, a floresta, a roda de conversa com os mais velhos, o silêncio da escuta, o canto, o ritual. O aprendizado nasce da relação com a natureza, com os espíritos, com os ciclos da vida.
A educação interdimensional é isso: um chamado para reaprendermos a viver junto com a Terra — e não contra ela. Para ouvir as árvores, respeitar os rios, entender que tudo está ligado — a gente, os animais, o céu, as pedras, o tempo.
Neste mês de junho, dedicado a homenagear nossa Mãe Terra, que tal despertarmos a mente para um novo aprendizado? Que tal aprender com quem cuida da natureza não só por um dia, mas por gerações inteiras? E se ensinássemos as crianças a escutar com o coração, e não só com a cabeça?
Cuidar do meio ambiente não é só uma tarefa: é uma maneira de viver. E já está na hora de deixar a floresta nos ensinar.
✨ Foi a partir dessas reflexões que me senti inspirada a escrever o livro Carta Fraterna: Poemas da Terra e do Coração.
Esse livro é um convite ao sentir: poemas que nascem do chão, do vento, da escuta com o coração aberto. Falam de amor, de natureza, de ancestralidade, de espiritualidade e da nossa ligação profunda com o planeta e uns com os outros. É uma carta poética escrita com afeto, dirigida a todos que desejam cultivar uma relação mais viva, verdadeira e respeitosa com a Terra — e com o que carregamos no peito.
No momento, o livro não está publicado de forma ampla — ele circula apenas em pequena demanda, para apreciação sensível e afetiva. Mas quem sabe, num futuro não tão distante, ele encontre caminhos mais largos e se torne mais acessível ao público em geral?
Enquanto isso, sigo semeando palavras com o desejo de que toquem corações e inspirem novos olhares sobre o que é aprender, ensinar e cuidar.

Parabéns
ResponderExcluirGratidão, minha amiga!!!
ExcluirO livro está lindo!
ResponderExcluirObrigada, irmã!
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