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Curso de Formação Continuada em Educação Infantil, Infâncias e Relações Étnico-Raciais da UEMG (PARTE 04)

  

    Este mês, o módulo 2B do curso de Educação Antirracista da UEMG, é sobre jogos, brincadeiras e brinquedos afrobrasileiros. O módulo trouxe muitas reflexões no que diz respeito ao lúdico no ambiente escolar e como podemos trabalhar dentro desta vertente. Compreendemos por meio de materiais diversos (vídeos, relatos de experiência, lives e trabalhos acadêmicos) o quanto o ato de brincar dá à criança, o poder de tomar decisões, expressar sentimentos e valores, conhecer a si, aos outros e o mundo, expressar sua individualidade e identidade por meio de diferentes linguagens, e usar o corpo e outros sentidos. Além disso, analisamos o quanto as brincadeiras proporcionam momentos prazerosos de partilha, o que colabora com a construção de memórias afetivas no estudante. Sendo assim, concluímos que o "brincar" possibilita o envolvimento natural da criança com aquilo que se pretende ensinar.
    No entanto, me arrisco a colocar aqui alguns dos motivos que dificultam a inclusão de um espírito brincante e leve no ambiente escolar por parte dos professores, no que se refere principalmente às brincadeiras das diferentes culturas. É preciso um tempo de ócio e de motivação para que o "eu criança" de um professor se manifeste. É preciso disposição de tempo e um espírito alegre/motivado para estudar, aprender as brincadeiras, as músicas, os jogos, dentre outras coisas que figuram uma prática diversa. Em suma, é preciso valorizar o material humano que está afrente do projeto antirracista ao qual se pretende na educação. Neste caso, o material humano é o professor. A maioria de nós tem uma jornada dura e dupla, com 2 cargos, e demandas/burocracias que não acabam mais. Fora o desrespeito por parte de pais e gestões que equiparam o trabalho de um professor ao de uma babá! Estamos desmotivados, estressados, sobrecarregados de trabalho, e desta forma, não conseguimos na maioria das vezes, levar a leveza necessárias ao nosso ambiente de trabalho.
     A solução para uma educação de qualidade passa pelo P-R-O-F-E-S-S-O-R!
Mas não é com pressão e sobrecarga de trabalho sobre os docentes, assim como vem fazendo os governos federais, estaduais e municipais, que teremos resultado. Pelo contrário!!!
É preciso cobrar envolvimento por parte das famílias!!!
E valorizar o material humano à frente da educação desta futura geração.


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