Curso de Formação Continuada em Educação Infantil, Infâncias e Relações Étnico-Raciais da UEMG (PARTE 03)
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Precisamos repensar práticas pedagógicas de modo à valorizar as vivências e experiências dos estudantes, o que inclui o ato de brincar, a ludicidade e a oralidade, e também estabelecer uma relação mais realista com as culturas indígenas de modo geral.
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Filme - “Wappa: um olhar sobre a infância indígena Yudja”
Relato de experiência...
Quanto aprendizado nas relações estabelecidas
pelos povos indígenas, seja com o outro, seja com seu próprio meio! O que mais
me impressiona é a presença da família, das representatividades na vida das
crianças e dos jovens. A sabedoria, o respeito à ancestralidade! Algo que
sabemos ser essencial para a desenvoltura do ser humano...A relação com a
família! Nas vivências indígenas demonstradas nos vídeos, podemos observar o
quanto as famílias estão presentes! O quanto as conversas, a expressão e oralidade
são valorizadas. O quanto os estímulos são diversos. A propriedade para com seu
território que detém o indígena. A arte, a tradição, a simplicidade...Enfim,
tudo é de grande fascínio e aprendizado.
Nas minhas práticas pedagógicas, seja
como professora de Arte, Educação para cidadania ou Ensino Religioso, sempre
procuro trabalhar as culturas indígenas por meio das narrativas dos livros
literários infanto-juvenis. Procuro explorar elementos presentes na própria
história e trazer um olhar mais profundo sobre estas culturas. Dos livros que
já trabalhei com minhas turminhas e posso dizer que foram experiências bastante
significativas, cito "Abaré", de Graça Lima, que é um livrinho de
imagens onde o professor juntamente com os estudantes, tem a oportunidade de ir
criando uma narrativa para a história que sucede. Tem também as obras Tulu e
Pikuin o pequeno kurumin, que são muito encantadoras.
É preciso ter criticidade na hora de selecionar as literaturas, para não cair na armadilha de
enfatizar justamente visões estereotipadas e preconceituosas sobre estes povos,
por isso é importante pesquisar, estudar e se atualizar! Fico muito contente
que nos últimos anos, tem se criado maior espaço para escritores indígenas
divulgarem suas obras e também que muitos escritores não indígenas, mas que
trabalham dentro desta temática, tem demonstrado comprometimento com o
trabalho que executam.


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